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 Reportagem Especial sobre segurança pública 
 
Reportagem dos alunos de primeiro e segundo semestres sobre segurança e violência em Porto Alegre e como essa realidade se reflete no Bairro Santo Antônio.

  • Evento para desenvolver o empreendedorismo ocorre na ESPM-Sul



    Entre os dias 28 e 29 de outubro, a ESPM-Sul recebe o Festival de Transformação 2017. Nesta sexta-feira, representantes do Sebrae apresentaram o evento para empreendedores interessados. Entre as ações promovidas estão oficinas e palestras, além de atividades como sessões de mentoria e feira de startups, que buscam auxiliar no desenvolvimento do negócio.
     
  • Estudantes enfrentaram um doce desafio na XII Madrugada Criativa



    Na madrugada deste sábado, dia 30, a criatividade tomou conta da ESPM-Sul. A XII edição da Madrugada Criativa reuniu mais de 50 alunos dos cursos de Publicidade e Propaganda e Design, que tiveram como desafio desenvolver uma campanha publicitária para a marca Bib’s, da empresa Neugebauer.
     
  • Palestras e atividades práticas marcam a Feira das Profissões na ESPM-Sul.


    Estudantes de ensino médio e seus pais foram recebidos na última quinta-feira, 14 de setembro, na ESPM-Sul, para a Feira de Profissões 2017. O evento teve como objetivos tirar as dúvidas dos futuros calouros na hora de escolher a profissão e apresentar a escola para todos. Atividades de interação entre os alunos e professores e estudantes dos cursos escolhidos foram destaques do dia.



Seu Adão, o Senhor do Bom Fim




“O Bom Fim é meu lugar!”, diz Adão Rodrigues da Silva, seu Adão. Natural de Soledade, cidade a 60 quilômetros de Passo Fundo, Adão conta que veio para a capital há 30 anos. Deixou o interior depois de uma briga na família. “Eu morava com minha irmã e minha mãe, acabei me desentendendo com meus sobrinhos. Eles me ameaçaram. Para não preocupar a velha eu saí de casa”, conta ele. Quando chegou à região metropolitana, primeiro foi para São Leopoldo. Trabalhou na indústria calçadista durante 15 anos, porém, quando se separou de sua ex-mulher, passou a viver na rua. Ele deixou o Vale dos Sinos e foi para Porto Alegre e passou a morar no Instituto Dias da Cruz, uma casa espírita que durante a noite serve como albergue. Lá, passou dez anos prestando serviço comunitário e dormindo durante a noite.

“Meus amigos são a lei, os guardas, os cuidadores. Mas os únicos em quem confio, é em Deus e eu mesmo”. Devido ao tempo servindo no albergue, Adão tem mais confiança na lei e nos servidores que em outros em situação de rua. Por viver do dinheiro do Bolsa-Família e do que coleta para reciclagem, tira , apenas o suficiente para viver. Tudo que coleta, ele protege de possíveis furtos. “Eu nunca roubei, mas não dá para confiar muito”.

A violência é algo com a qual convive de perto. Já teve que fugir de muitas situações. “Eu tava dormindo na frente do HPS e os guardas começaram a bater num cara, eu acordei e fui interferir porque iam matar ele, né? Daí eles deviam achar que eu ia brigar também, mas eu só queria parar, e falaram: ‘vou te matar também, mendigo’. Assim, eu dei uma voadora no guarda e saí correndo”, lembra. Mas ele explica que o caso foi uma exceção e sempre foi bem tratado por policiais e agentes municipais, mas sente o preconceito da população. “Me olham torto na rua por minha situação, acham que sou bandido, não sei. Mas isso não incomoda, eu sei quem eu sou”.


A liberdade dentro da prisão, Luís Otávio Torres



“Acho que aqui eu me sinto melhor, mais livre. Não quero incomodar ninguém, só beber minha cachaça e viver minha vida”. Assim se define Luís Otávio Torres que vê a rua como a sua casa, há quatro anos. Natural de Santo ngelo, Luís veio com a família para Porto Alegre com 16 anos. Desde que chegou à capital, morou no bairro Vila Jardim, com os pais. No bairro, acabou tendo desavenças com os outros moradores, e por se sentir ameaçado, decidiu viver na rua para não prejudicar os pais que já são idosos. Começou vivendo em albergues. Já passou por três, o Albergue Municipal, o Albergue Felipe Diehl e o Albergue Dias da Cruz. Nunca se sentiu seguro nesses locais: “É muito tenso lá dentro dos albergues, muitos são viciados, sempre tem brigas e a qualquer momento podem te roubar. Já que não podem usar nada lá dentro, só aumentam as brigas”. Depois ele viveu no viaduto da Borges de Medeiros e na avenida Cristóvão Colombo.

Na rua, prefere viver sozinho. “Para não ser roubado, ou nem ter confusão. Eles têm muita desconfiança dos outros. Se acontece de alguém roubar o outro durante a noite, acusam o primeiro que veem, por isso prefiro ficar sozinho”. Assim como seu Adão, Torres vive da reciclagem e com o Bolsa-Família. Segundo ele, não é difícil ter o que comer e vestir. “As pessoas melhoraram bastante, elas têm consciência do que passamos, assim, se tu não incomoda, elas te ajudam”, conta . Ele costuma guardar o dinheiro para uma emergência e também para ter o que beber: “Afinal ‘ninguém é feito de ferro’”, explica. Torres não usa outras drogas, como muitos moradores de rua e, por isso, prefere viver sozinho. “Eu tava na rua outro dia e um cara pediu uma roupa pra mim, como eu tinha sobrando aqui na minha sacola, dei pra ele, né. Ele me devolveu uma pedra, e eu falei que não. Se eu não comecei a fumar quando moleque, não vai ser agora”.

Diferente de seu Adão, Torres viveu a violência bem mais de perto. Um vendedor ambulante quebrou seu braço quando insistiu ao pedir comida. “Eu pedi uma vez, duas, na terceira eu fiquei brabo e falei que o cachorro-quente dele era ruim, porque eu já tinha comprado nas outras vezes. Ele se irritou comigo e me acertou com um pau no braço. Ele quebrou meu braço e o osso saiu pra fora”. Depois do ocorrido, Torres teve que colocar duas placas de aço no braço e levou 22 pontos para fechar o ferimento. Ao ir para rua, ainda trabalhava em obras, agora não consegue mais carregar peso e não pode mais trabalhar.


A realidade da cidade




Porto Alegre tem 1758 moradores de rua de acordo com estudo da FASC com a UFRGS de dezembro de 2016. A maioria está na região central da cidade, Centro Histórico, Bom Fim, Floresta e Cidade Baixa juntos concentram 59,2% da população de rua. Quase 68,2% são de fora da capital, sendo do interior do estado, de outro estado ou até de outro país. O serviço de recolhimento de moradores para albergues, que geralmente é intensificado no inverno, estava sem o carro para acolher os moradores até o final desta reportagem. De acordo com a FASC, o carro está estragado e a previsão de retorno às atividades é até o fim de junho.

No inverno, tanto Torres quanto seu Adão contam que muitos moradores não tem o que vestir. “Eu já vi muitos dormindo por aí só com um saco de plástico pra se cobrir”, lembra Torres. Por isso o NUVE ESPM está realizando a campanha do agasalho para ajudar a alterar essa realidade. Para mais detalhes, confira o link: http://bit.ly/2s1wv7w

Acontece no Campus

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Geral

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    Ser jornalista: profissão que exige tempo, dedicação integral e muito amor. Mas, além da vida profissional, é importante lembrar que, para muitas mulheres, ter o cargo de mãe também completa suas realizações pessoais. Ser mãe e jornalista, duas tarefas que exigem esforço e tempo. Entretanto, conciliar ambas atividades é desafiador. Escolhas entre os dois sonhos, às vezes, são necessárias.

     
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    A última sexta-feira do mês de abril foi marcada pela Greve Geral em todo país. Ao longo do dia, manifestações organizadas pelas centrais sindicais, reuniram a população em protestos contra a reforma trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo Temer.

     
  • Santa Maria Soldiers o grande vencedor do Gigante Bowl



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