O início da 44ª edição do Festival de Cinema de Gramado foi marcado pela presença de celebridades que fizeram a história do cinema nacional. A primeira noite foi da atriz Sônia Braga, que divulgou o filme “Aquarius”, em que foi protagonista. A trajetória do longa-metragem de Kleber Mendonça Filho vem sendo marcada por polêmicas, primeiro com o protesto da equipe no Festival de Cannes, contra o então presidente interino Michel Temer e, mais recentemente, com a classificação de 18 anos definida pelo Ministério da Justiça. Sônia recebeu o Prêmio Oscarito das mãos do diretor Bruno Barreto, na noite de sexta-feira, em homenagem à sua carreira.

Sábado foi dia de ver a atriz Andréia Horta como Elis Regina, no longa metragem brasileiro Elis, de Hugo Prata, que foi lançado e exibido no Festival. Na mesma noite, Tony Ramos, recebeu o Troféu Cidade de Gramado, por sua contribuição ao cinema e ao festival.

O Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas, deu início às premiações, nodomingo. “Sesmaria”, de Gabriela Lamas e Edegar Richter deixou o festival com quatro prêmios, entre eles, o Prêmio da Crítica e o de Melhor Direção (Prêmio RBSTV). O longa-metragem de Marco Dutra, O Silêncio do Céu, foi exibido na mesma noite, com a presença da protagonista, Carolina Dieckmann. A atriz esbanjou carisma no tapete vermelho, tirando fotos com os fãs.

Neste ano o Festival fez uma parceria com o Festival Sundance de Cinema. Para concretizar a internacionalização do evento, na segunda-feira a atriz australiana Rachel Griffiths esteve na cidade para promover “Mammal”, filme em que atuou como atriz principal. Os diretores de aquisições e de programações do Sundance, Patrick Conolly e Trevor Groth, apresentaram o Festival à imprensa na quinta-feira.

José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão, foi homenageado com o Troféu Eduardo Abelin. Por recomendações médicas, o ator não compareceu ao evento, mas foi representado por Liz Marins, sua filha, na terça-feira. No tapete vermelho, Liz fez uma performance com dançarinos em vestimentas macabras, em uma homenagem ao pai e a sua obra no cinema.

Filmes, livros e debates com a temática acessibilidade marcaram o sexto dia de Festival. O filme que virou livro, Cromossomo 21, de Alex Duarte, foi exibido para o público na quarta-feira, e contou com a presença de Movimentos e Associações de Amparo a pessoas com síndrome de Down.

Na reta final do evento, a comédia “Tamo Junto”, de Matheus Souza, trouxe a atriz Sophie Charlotte para o lançamento e a exibição do filme na quinta-feira. O elenco do longa esteve presente no tapete vermelho, junto ao ator Murilo Rosa, que prestigiou os colegas de cena.


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