A 10º Bienal do Mercosul chegou a Porto Alegre. A exposição esta espalhada por diferentes locais da capital. A exposição conta com mais de 600 obras de artistas de 20 países. As artes são inspiradas na Antropofagia Neobarroca.

O historiador Everton Rocha explica sobre o canibalismo utilizado pelos artistas. “É a apropriação de artistas brasileiros de elementos culturais de outros países, principalmente dos Estados Unidos e Europa. Canibalizamos esses elementos, digerindo e colocando para fora a moda brasileira”. O neobarroco é muito utilizado, tendo em vista a presença da religião e do detalhismo gigantesco em determinadas obras.

Um dos artistas que ganha destaque nas obras da Bienal no Santander Cultural é o Carlos Castro Arias, com a obra “Família”. Sua obra é uma tela enorme, com faixas verticais detalhadas em branco e vermelho. Para desenvolver essa arte, Carlos demorou alguns anos, pois utilizou sangue de toda sua família. Cada faixa representa um familiar. “Uma das faixas foi pintada com o sangue do filho do artista. O sangue foi coletado na época em que o menino tinha 2 anos de idade”, conta Everton. A arte contemporânea esta presente em todas as obras, a utilização do corpo e da religião é característico nas artes.

A Bienal do Mercosul em Porto Alegre se encerra no dia 6 de dezembro. As obras estão disponíveis no Centro Histórico da cidade (Usina do Gasômetro, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural e Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo).

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