Para que o cinema seja de fato um espaço de entretenimento para todos, o 46º Festival de Cinema de Gramado se propôs a ser a edição mais inclusiva da sua história, com tradução em libras em sua cerimônia e legendas descritivas em mais filmes - ao todo, 12 sessões contam com o recurso. 

A equipe responsável pelo trabalho falou durante a abertura, no dia 17 de agosto, sobre a experiência de estar no evento e da emoção do público de surdos, que pode acompanhar a apresentação da Orquestra Sinfônica de Gramado. Temas dos filmes O Rei Leão, O Poderoso Chefão, a saga Star Wars e o brasileiro O Auto da Compadecida foram executados pelos músicos, presentes pela sétima vez no festival.

Inaugurou o tapete vermelho a equipe do filme O Grande Circo Místico, exibição que abriu o festival. Gravado em Portugal, a produção conta com a direção de Cacá Diegues e a atuação de Mariana Ximenes, Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer, Marcos Frota e Flora Diegues - filha de Cacá. “Foi um filme muito difícil de fazer. Se eu tive algum resultado, foi por causa do elenco formidável e da equipe técnica também, que era muito boa”, conta o diretor.

O primeiro longa brasileiro da mostra competitiva a ser exibido em Gramado foi A Voz do Silêncio, que costura dramas cotidianos de diferentes moradores de São Paulo. Dirigido por André Ristum, o filme é uma coprodução entre Brasil e Argentina e tem no elenco nomes como Marieta Severo, Marat Descartes, Arlindo Lopes e Claudio Jaborandy. Stephanie de Jongh, que interpreta Raquel, a filha da personagem Maria Cláudia, interpretada por Marieta Severo, comenta sua presença no evento: “Estou muito feliz de estar aqui. Vim para o Brasil especialmente para participar do Festival de Gramado, para estar aqui junto da equipe, com o elenco e o André”.


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