Um ato contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e contra o projeto de lei 5069/2013, ocorreu em Porto Alegre, no dia 7 de novembro. As pessoas se reuniram no Arco da Redenção, por volta das 15h.

A manifestação teve muitos cânticos e gritos pedindo por mudança. As mulheres batiam tambores e gritavam em megafones. “É pela vida das mulheres, é pela nossa liberdade. O corpo é nosso. A escolha é nossa”, repetiam em coro.

O projeto de Eduardo Cunha está tramitando no Congresso.  A iniciativa  “tipifica como crime contra a vida o uso de meio abortivo e prevê penas específicas para quem induz a gestante à prática de aborto”. Isto resulta em impedir mulheres de tomar pílula do dia seguinte, altera processos para evitar gravidez em casos de estupro, e também afeta a questão do aborto. Os manifestantes criticaram Cunha dizendo que suas propostas no Congresso vão contra os direitos das mulheres, LGBT e dos indígenas. O evento foi organizado por coletivos feministas.

A movimentação seguiu pelas ruas da Cidade Baixa com cartazes, placas, bandeiras e símbolos feministas. Os manifestantes e as manifestantes cantavam abaixo de um forte sol. “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente com a roupa que eu escolhi”; “A lei do Cunha mata negra todo dia”; “Se empurrar o Cunha cai”; “Fora Cunha, fora Bolsonaro!” ;“Se o Cunha fosse mulher, o aborto seria legal.”

A integrante do coletivo Juntas, Isadora Serres de Moraes, afirmou que é a saída de Cunha é fundamental. “O nosso congresso ainda é bastante masculino, não temos uma voz feminina e representativa. Cunha é só o primeiro passo de um retrocesso ainda maior, pois propôs projetos de leis absurdos, que restringem o direito das mulheres e que proíbem profissionais de orientarem as mulheres. É algo que vai contra a ética do próprio profissional", criticou.

Isadora também condenou o comportamento do presidente da Câmara dos Deputados.  "Ele sempre se manifestou de forma homofóbica e machista. Mas, as mulheres estão cada vez mais se empoderando”, contou. Ela também comentou sobre a importância da manifestação “Esse tipo de ato se faz urgente. A cada protesto o movimento cresce mais. É uma construção conjunta de coletivos feministas. De quem acredita em outra proposta de política. Assim como o Cunha existem outros Cunhas que temos que derrubar”, declarou.

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