A quarta Marcha das Vadias, que ocorreu no dia 27 de abril em Porto Alegre, saiu do Parque da Redenção e foi até a Av. João Pessoa, onde se dividiu em dois grupos. O evento reuniu, de acordo com a Polícia Militar, cerca de 2 mil pessoas que protestavam, principalmente, contra preconceito, discriminação e violência sexual contra a mulher.

 

 

O grupo que seguiu pela Rua Gen. Lima e Silva se separou por pensar de maneira diferente. ‘’A gente não vai até o Palácio porque a gente acha que a polícia nunca fez nada por nós e não é agora que vai fazer.’’, argumentou uma das organizadoras do evento.  Enquanto isso, a outra metade da marcha seguiu pela Av. Jõao Pessoa em direção à Delegacia da Mulher, no Palácio da Polícia, afim entregar uma carta composta de 10 reivindicações dos direitos femininos.

Os protestantes que seguiram pelas ruas da Cidade Baixa, depredaram, com panos no rosto, muros e caçambas de lixo, escrevendo a tinta, suas ideologias. ‘’Meu corpo, minhas regras.’’ O restaurante Pinguim, que recebeu várias denúncias de casos de homofobia no ano passado, foi vaiado com palavras de ordem, ditas em coro. ‘’Promoção do dia, pede uma ceva e leva homofobia. ’’, gritavam os manifestantes. Bares das redondezas também foram pichados com críticas ao estabelecimento.

Durante a manifestação, as ‘’vadias’’ roubaram o tapete de entrada do bar. Um garçom do restaurante tentou recuperar o objeto. Foi repreendido pelas mulheres de rostos cobertos que, na Av. Loureiro da Silva, atearam fogo no tapete e em seus sutiãs. A ação  representa o símbolo do feminismo.

Manifestantes queimam tapete e sutiãs/Foto: Ana Laura Monteiro

Ao final da marcha, por volta das 18:30 no Largo da Epatur, um grupo de mulheres negras, em círculo e de mãos dadas, gritaram frases de revolta contra o  caso Claudia Ferreira e contra o racismo.

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