O vice-presidente da Federação Chinesa de Logística e Aquisições e professor da Universidade de Tecnologia e Negócios de Pequim, BTBU, He Mingke e o vice-presidente da escola, Li Chaoxian, compareceram a ESPM durante a Semana do Internacionalista.

Dr. Mingke ministrou a palestra sobre a indústria de logística chinesa e a nova postura de planejamento do país. O evento, em inglês, ocorreu na segunda feira, dia 22 de setembro, às 19h30 no auditório do prédio B.

O professor He abriu a palestra contextualizando os alunos presentes. Ele explicou a atual situação econômica da China e como os planejamentos na área de logística são feitos. Segundo He, o novo governo chinês, com a eleição de Xi Jinping para presidente desde março de 2013, vem gerando mais oportunidades aos nativos e criando espaços novos para o crescimento nacional. Mesmo tendo 60% da população vivendo no meio rural, a nação possui a segunda maior economia do mundo, favorecendo os investimentos em logística que o país vem fazendo nos últimos anos.

O professor explicou que a logística é um novo conceito introduzido ao país. “É diferente do sistema de transporte. Está mais ligada a área de comunicação. Através de uma nova visão, estamos suprindo nossos habitantes com ideias inovadoras”, disse He. O sistema de satélite independente adotado pela China, o trem Maglev em Shanghai, que chega a incríveis 430 km/h, e a reforma realizada em aeroportos locais, são provas de que a os investimentos chineses são invejados pela logística do resto do mundo. O crescimento nacional e populacional, o desenvolvimento tecnológico, a agilidade do novo governo e a gigante economia chinesa, segundo o professor, fazem parte do cenário que proporciona os investimentos realizados.

A nova política chinesa provoca uma demanda maior da população, que ajuda a fazer com que esse segmento nunca pare de crescer. “Nenhum outro país pode oferecer mais quantidade e qualidade do que nós em tanto pouco tempo”, destacou He, cutucando os americanos, país cuja relação não é a das melhores. Quando comparada com a indústria de logística brasileira, o planejamento chinês é imbatível. A infraestrutura do Brasil cresceu muito devagar em comparação a da China. Conforme He, o maior número de exportação e de habitantes do país asiático, e a Floresta Amazônica, que ocupa muito espaço territorial no Brasil, são alguns dos fatores que impedem o país sul-americano de poder aumentar os investimentos na área de logística.

No final do evento, o vice-presidente da BTBU, Li Chaoxian, apresentou a universidade chinesa aos alunos presentes no auditório. Fundada em 1950, é uma instituição executada pelo Governo Municipal de Pequim. A escola está se desenvolvendo rapidamente e tornando-se uma das principais do país, atraindo estudantes de todo o mundo. A universidade fará parceria com a ESPM, criando um novo destino de intercâmbio acadêmico oferecido pela faculdade.
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