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A noite fria de sábado, em Porto Alegre não foi um problema para os mais de 12 mil torcedores que compareceram ao Beira Rio para o Gigante Bowl, - final do Campeonato Gaúcho de Futebol Americano, organizado pelo Sport Clube Internacional. O Santa Maria Soldiers venceu o Juventude FA, de Caxias do Sul, por 21 a 3 em uma partida que teve público recorde no campeonato e no Rio Grande do Sul.

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Na noite de 26 de abril, o skatista e filmaker gaúcho Guilherme Abe palestrou na ESPM-SUL sobre empreendedorismo digital e produção de conteúdo.

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"O que se passa no Brasil?" tornou-se um questionamento corriqueiro aos brasileiros que moram. A pergunta vem acompanhada de uma lista de indagações os desdobramentos do pedido de impeachment da presidente da República, tomando espaço nas conversas cotidianas nas quais os motivos do processo de interrupção do mandato de Dilma Rousseff são constantemente debatidos. Na Europa, apesar de ser consenso o mau momento pelo qual a maior economia da América do Sul passa, os habitantes possuem um posicionamento contrário à saída da petista, em consonância com a imprensa local, e demonstram desconfiança no movimento para tirar a chefe de Estado do poder. 

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Inicia neste sábado, dia 21 de maio, no Espaço Cultural da ESPM-Sul, a exposição "A fotografia como corpo perfomatizado". 

A mostra expõe fotografias de 14 artistas, com trabalhos de artistas consagrados e até estudantes de fotografia, como: Carla Borba, Chana de Moura, Claudia Paim, Clóvis Dariano, Danny Bittencourt, Elaine Tedesco, Elcio Rossini, Giordana Winckler, Laura Ribeiro, Liana Keller, Ana Candida de Lima, Natalia Schull, Silvia Giordani e Stephanny Lotus.

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A movimentação estava intensa na Praça da Matriz na tarde de quinta-feira, 14 de abril. O clima lembrava os dias de agosto de 1961, quando o local se tornou um símbolo de luta pela democracia sob o comando de Leonel Brizola, na Campanha da Legalidade.  Na praça, lideranças de movimentos sociais ligados à Frente Brasil Popular (FBP) e à Frente Povo Sem Medo (FPSM), estavam reunidas com o objetivo de lutar contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff. A cozinha é comunitária, todos trazem doações, e os participantes se revezam nas noites dormidas na Praça. Eles estão acampados desde segunda-feira, dia 11 de abril, data da votação do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) na comissão do impeachment. A representante da Marcha Mundial das Mulheres, Telassim Lewandowski, contou que não sairão de lá tão cedo: “O planejamento é ficarmos nas ruas até que a democracia seja defendida”.

A ideia do acampamento surgiu quando a data da votação do impeachment foi estabelecida, em uma reunião da FBP junto a participantes de outras entidades como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, União Nacional dos Estudantes, Marcha Mundial das Mulheres, Central dos Movimentos Populares, Movimento dos Pequenos Trabalhadores, Central Única dos Trabalhadores, PT, PCdoB, parte do PSOL, entre outras.

Os participantes alegaram que estão acampados com o objetivo de defender o legado de quem já batalhou, pelo direito dos trabalhadores e dos jovens. “Ainda estamos em um estado democrático de direito e vamos nos manifestar!”, disse Cedenir de Oliveira, do MST, durante a coletiva de imprensa. Ao som de “não vai ter golpe, vai ter luta”, alguns representantes dos movimentos sociais afirmaram que o impeachment está sendo coordenado pela oposição, que não aceitou a perda na última eleição e agora quer derrubar o governo petista a qualquer custo. Além disso, falaram que o impeachment é o mesmo que rasgar a constituição de 1988 e com isso o estado democrático poderá deixar de existir. “Não podemos ficar em casa apenas assistindo o que está acontecendo.”, falou Cleonice Back, coordenadora da Fetraf-RS, representando a CUT/RS.

Andando por entre as barracas que os participantes dos movimentos construíram, percebia-se que tudo era bem simples. Taquaras e lonas dão sustentação às barracas. No interior apenas colchões e mantimentos básicos de quem lá permanece. A entrada na cozinha só pode ser feita com o acompanhamento de algum organizador do acampamento. O secretário de movimentos sociais do PCdoB, Ivandro Rodrigo Morbach, foi quem apresentou a cozinha: simples, mas bem organizada. Duas panelas grandes estavam sendo utilizadas pelo cozinheiro para preparar o almoço em um fogão à gás de acampamento e outros ajudantes estavam lavando alfaces em uma mangueira próxima à cozinha. Morbach foi receptivo e falou sobre os objetivos do acampamento e as expectativas para este domingo, em que ocorrerá a votação na Câmara dos Deputados sobre o pedido de impeachment da presidente. Segundo ele, só os corruptos são a favor do impeachment: “Os corruptos desse país hoje são todos favoráveis ao impeachment, e esse é o golpe”.

Na parte central da praça estava acontecendo uma apresentação teatral. As pessoas estavam sentadas e pareciam se divertir muito com as falas da única atriz da peça. Ao mesmo tempo em que de um lado acontecia o espetáculo, mais a frente havia um grupo de jovens reunidos dividindo caixas de panfletos para serem distribuídos por pontos diferentes da cidade: a manifestação não podia parar.

Confira o vídeo:




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