Isabella Westphalen: guarde esse nome. A Isa, como gosta de ser chamada, está no oitavo semestre de Jornalismo, e viu sua escolha se justificar logo nos primeiros meses do curso, ao ser indicada para uma das categorias da Noite de Prêmios da Instituição, o Anuário, com a matéria “Uma geladeira para 200 famílias”.

A matéria que a levou subir no primeiro lugar do podium surgiu do projeto “Sombra”, elaborado em aula pela professora Anelise Zanoni. Foi no encontro com a jornalista Aline Custódio, do Diário Gaúcho, que Isabella foi apresentada ao problema da falta de luz nas Ilhas de Porto Alegre, matéria em que Aline trabalhava na época. Ainda inocente para aprofundar o impacto daquela realidade a aplicando em uma reportagem, as palavras do professor Paulo Pinheiro a instruíram: “Isso é uma pauta!”.

A partir daí, Isabella construiu muito mais do que sua primeira matéria: Isabella adquiriu senso crítico, passou a ver jornalisticamente tudo o que acontecia ao seu redor: “Agora, todos os lugares que eu vou e tudo o que eu vejo, penso em transformar em pauta.”.

Os professores Paulo Pinheiro e Karine Vieira, seus instrutores, acreditavam tanto no potencial da futura jornalista, que ouvir seu nome como a aluna premiada não fora uma surpresa. Junto a presença de seus pais no evento, que vieram de Carazinho para prestigiá-la, ela avistou as primeiras pinceladas que desenhariam sua carreira acadêmica refletidas no brilho que a noite de gala propõe.

É nesse ritmo que Isabella resgata o princípio que a levou até o jornalismo: o apreço por causas sociais – “É essa coisa do querer contar, a indignação com o mundo, não aceitar se acomodar como está. Eu quero dar voz para quem não tem voz, ser a fala dessas pessoas dentro da sociedade”. Ao mesmo passo, ela descobre novas versões de si mesma e do próprio jornalismo – o diferencial de um currículo acrescido de matemática, finanças e com um viés corporativo – propostos pela ESPM.

Em meio a essas descobertas, Isabella reconhece a influência de uma professora em especial. O pânico à TV que se transformou em apreço foi estimulado espontaneamente na cadeira de Karine Vieira, que desde o início afirmava “tu vai gostar de fazer TV”. E não deu em outra: Isabella, ainda que não goste de aparecer, gosta de produzir. Para a aluna, Karine é a melhor representação de um bom profissional – inspiradora e inteligente.
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